Especializada em Produtos Orientais, Produtos Naturais e Presentes
Avenida Jabaquara, 1744 - Próxima a Estação Saúde do Metrô
Tel.: 2577-0323, 5589-9594; Fax: 5581-1221
A HISTÓRIA DO JAPÃO

ETIMOLOGIA:

          Muita obscuridade envolve a origem do povo japonês. A população primitiva, embora muito esparsa, parece ter pertencido integralmente ao povo “Ainu”. Provavelmente veio do norte (há uma divergência quanto a esta opinião) do continente asiático, e, durante o seu isolamento, constituíu a cultura Jomon onde se verifica, através das pesquisas arqueológicas, surpreendente variedade de atividades e produções.

        Ao sair do isolamento, esse povo foi conquistado por outros imigrantes mais poderosos e desenvolvidos vindos do sul, trazendo a cultura Yayoi. A grande parte dos “Ainu” aceitou a subordinação e se integrou a estes invasores, e da fusão destas duas raças descendem os japoneses de hoje. Esta é, pois a primeira transformação marcante da história japonesa.

        As tribos mais refratárias dos “Ainu” foram encurraladas para o norte, até se fixarem na ilha de Hokkaido e Sakhalin e encontram-se em fase de extinção. São de pequena estatura e fortes, com longos cabelos e barbas. Sua língua é bastante diversa da língua japonesa e se vestem com roupas feitas de cascas de árvores. Em geral são calmos e simples. Vivem da caça e pesca. Adoram o deus da montanha e o urso que sacrificam a cada ano em grande solenidade. Acreditam em gênios bons e maus e veneram muitas das divindades do Japão.

DIVISÃO GERAL:

          A História do Japão é dividida naturalmente em cinco períodos principais: O primeiro (período autocrático) que se estende da fundação do império ao xogunato de Kamakura, abarca dezoito séculos (660AC~1192DC) durante os quais a autoridade esteve nas mãos do Imperador. O segundo período começa com o xogunato de Minamoto (1192) e termina com o xogunato de Tokugawa (1868). O terceiro período, que se inicia com a Restauração Imperial, testemunha a completa alteração das instituições seculares, a europeização da administração e a transformação do Japão num dos grandes países do mundo, culminando com a vitória sobre a Rússia (1905). O quarto período compreende a fase imperialista e só termina com a derrota na Segunda Guerra Mundial (1945). Finalmente o quinto período inicia-se com a reconstrução do país, a democratização e a figura do imperador relegada a um símbolo e não mais uma divindade; o grande desenvolvimento econômico e a retomada da condição de um dos países mais desenvolvidos do planeta, porém com problemas quase insolúveis para o futuro.

PERÍODO AUTOCRÁTICO (660AC~1192DC)

            De acordo com a tradição japonesa, uma tribo provavelmente originária da Malásia avançou rumo norte no VII século AC e, após anos de guerras, se estabeleceu na região de Yamato. Hasamu-no-mikoto, o chefe daqueles aventureiros, tornou-se o primeiro Imperador do Japão (Jimmu-Tenno). Sua entronização ocorrida em 660 AC é considerada a data da fundação do império e o início da dinastia que dura mais de vinte e seis séculos.

          Após um hiato de 500 anos, encontramos um vago traço de civilização durante os reinos de Sujin (97AC~30AC) e Suinin (29AC~70DC). Logo a seguir vem a famosa lenda do herói Yamato Takeru (131~190). Seu filho permaneceu no trono brevemente (192~200), sendo sucedido pela viúva, a imperatriz Jingo a partir de 201. As crônicas japonesas atribuem a ela a conquista de três pequenos reinos que se encontravam ao sul da Coréia. Jingo foi sucedida pelo filho Ojin que governou até 310. Durante o seu reino, dois eruditos coreanos Ajiki e Wani chegaram ao Japão, trazendo a literatura Chinesa e o Confucionismo (285). Filho de Ojin, Nintoku, governou por 87 anos (313~399). Durante o seu reino o país permaneceu pacífico, porém, após a sua morte, cenas sangrentas se multiplicaram na família imperial, até serem exterminados todos os descendentes imperiais diretos. Um ramo longínquo de seus descendentes subiu ao trono. Em 552, sob a quarta soberania desse ramo, Kimmei, foi introduzido o Budismo pelos sacerdotes coreanos. A entrada do Budismo trouxe alterações radicais nas idéias e nos costumes. O Príncipe Shotoku (573~621) favoreceu o seu progresso, mas foi o Imperador Kotoku (645~654) quem, pela sua famosa reforma da era Taika, realizou grande revolução política e religiosa que transformou o Japão.

          Tudo foi modelado de acordo com a estrutura chinesa de governo, e salvo pequenas modificações, permaneceu assim até a Restauração Imperial (1868). No século seguinte a Imperatriz Gemmei (708~714) transferiu a capital para Nara, onde esta permaneceu por 75 anos (708~785). O qüinquagésimo Imperador Kammu (782~805), construiu a cidade de Kyoto (794), que se transformou na residência da corte até a Restauração Imperial. O clã Fujiwara então se tornou proeminente. Exercia a regência (Sessho) durante a menoridade do soberano, e, então, sob o título de Kanpaku continuou a governar mesmo após a maioridade do Imperador. Entretanto, os nobres efeminados do palácio negligenciaram a carreira das armas e se dedicavam a passatempos frívolos. Por causa da decadência da autoridade imperial, ocorriam freqüentes revoltas que a corte era incapaz de reprimir. Solicitaram, então, auxílio aos clãs militares. As forças destes clãs se tornaram cada vez mais formidáveis, especialmente as duas famílias: Taira e Minamoto. Ambas desejavam o domínio preponderante do poder, e, por 35 anos, lutaram em batalhas sangrentas. Finalmente os Minamoto venceram e aniquilaram completamente os adversários (1185). O vitorioso Yoritomo Minamoto elevou então ao trono uma criança de 4 anos e assumiu o título de Sei-i-Daixogun. Era a inauguração do Feudalismo.  
Monte Fuji
Templo Kinkakuji
A ERA DE FEUDALISMO:

         É subdividida em três partes: Período Kamakura (1192~1338), Período Ashikaga (1338~1573) e Período Tokugawa (1603~1868).

Período Kamakura (1192~1338)

         Denominando-se Xogun, Yoritomo se estabeleceu em Kamakura, que se tornou a sua capital após a reorganização administrativa, a fim de concentrar toda a autoridade nas suas mãos. Infelizmente para seus planos, morreu antes de conseguí-lo (1199). Seus dois filhos Yorii e Sanetomo, permitiram que o poder passasse às mãos do clã da sua mãe, os Hojo. Estes eram descendentes dos Taira e não ousaram assumir a dignidade de Xogun, mas obtiveram o título de Shukken (regente) e retiveram o poder por um século dos mais prósperos de toda a história do país. À esta época, houve a tentativa de invasão dos Mongóis à Hakata (Kyushu),  liderados por Kublai Kahn, frustrada pela energia de Tokimune Hojo e pela tempestade providencial ("Kamikaze") que por duas vezes destruiu a frota mongol (1274 e 1281). Por fim, a decadência se manifestou entre os Hojo, e cresceram as dissensões familiares, enfraquecendo a autoridade usurpada e preparando o caminho para a restauração do poder imperial legítimo. O Imperador Godaigo (1313~1339) foi o instrumento desse trabalho de restauração. Auxiliado pelos fiéis seguidores, iniciou a luta e, em menos de dois anos, terminou a supremacia de Kamakura (1333). Surgiram, porém, rivalidades entre os generais. O clã de Ashikaga, descendente de Minamoto, se levantou em revolta, e, seu líder, Takauji, assumiu o título de Xogun e elevou ao trono um Imperador da sua escolha, fundando uma nova dinastia de guerreiros que reteve o poder por mais de dois séculos.

Período Ashikaga (1338~1573)

          O Imperador destronado se defendeu corajosamente. Seu filho e seus netos continuaram a luta, e por mais de 56 anos se assistiu ao fenômeno singular de dois imperadores ao mesmo tempo. Em 1392 fez-se um tratado entre as forças rivais, encerrando a cisma. Os primeiros Xoguns Ashikaga souberam como manter em limites razoáveis os seus espíritos guerreiros cultivados durante os longos anos de guerra, porém, os sucessores mais fracos ultrapassaram todos os limites. Da guerra civil da era de Onin (1467) os problemas nunca cessaram, e, por um século, o império foi vítima de horrores de conflitos. O Xogun era nada além de marionete nas mãos dos chefes feudais. Quando o xogunato de Ashikaga estava à beira da ruína, um daimyo insignificante da província de Owari se beneficiou da anarquia para aumentar o seu domínio. Com a sua morte (1549), o seu filho de 15 anos, Nobunaga Oda, tomou o seu lugar. Foi nesse tempo, durante o reino de Go-Nara-Tenno (1527~1557), que os europeus chegaram pela primeira vez ao Japão. A honra de ser o primeiro a pisar o país coube a um português chamado Fernando Mendes Pinto (1542). Sete anos mais tarde, em 15 de agosto de 1549, S. Francisco Xavier desembarcou no porto de Kagoshima para difundir a fé cristã.

       Homem notável, Nobunaga concebeu o projeto de concentrar nas suas mãos o poder que os daimyos disputavam para o malogro da nação. Derrotando o mais turbulento e subjugando os demais à sua vontade, depôs o último Xogun Ashikaga e apoderou-se do governo, mas foi traiçoeiramente assassinado por um vassalo que devia tudo a ele, e morreu sem completar o seu plano. A sucessão recaiu sobre um soldado da fortuna chamado Hideyoshi Toyotomi que conseguiu afastar os filhos do seu antigo mestre. Sendo incapaz de aspirar à dignidade de Xogun, assumiu o título mais elevado da hierarquia civil, isto é, Kanpaku. Mais tarde, em 1592, assumiu o título de Taiko (Senhor Soberano) com o qual é conhecido na história. Decretou a proibição do Cristianismo no Japão, iniciando uma perseguição que durou por mais de 300 anos. Cego pela ambição, lançou-se no projeto de dominar a Coréia, e, apesar de algum sucesso, viu a sua campanha acabar em desastre. Hideyoshi não sobreviveu por muito tempo ao seu fracasso - morreu em 1598. Antes da sua morte, encarregou cinco chefes daimyo como guardiões do seu filho Hideyori, que ainda era uma criança. Entre os cinco, havia um que não estava satisfeito com o seu cargo secundário. Era Ieyassu Tokugawa (1543~1616), um descendente dos Minamoto. Após a morte de Hideyoshi, ele se afastou de seus colegas e começou a travar batalhas contra eles. A famosa vitória na planície de Sekigahara assegurou-lhe a supremacia que a sua família manteve por dois séculos e meio. Três anos após o seu triunfo, Ieyassu recebeu o título de Xogun (1603).

A História do Japão 2

Página Inicial
A artilharia de Nobunaga Oda